Quem assistiu ao excelente Tetro, novo filme de Francis Ford Copolla, notou que ele mostra trechos de “Contos de Hoffmann” e um dos personagens cita “Sapatinhos Vermelhos”. São ambos filmes assinados pela versátil dupla de diretores Michael Powell e Emerich Pressburger e que integram a mostra retrospectiva CCBB São Paulo (depois vai para o Rio) dedicada a eles. É a chance de conferir o porquê da admiração do diretor de O Poderoso Chefão e de outros grandes cineastas,como MartinScorsese. "Contos de Hoffman" passa hoje, às 19h30 e Sapatinhos Vermelhos, domingo e quarta, no mesmo horário. Powell, quem tiver a memória afiada, vai lembrar que é o diretor de Peeping Tom- A Tortura do Medo (que também integra a mostra).O filme, que ele assinou sem a companhia de Pressburger, foi tido na época como doentil e enterrou a carreira de sucesso do diretor, que só viria a ser revisada anos depois pela geração de Coppola e Socorsese.
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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
"THE ARCHERS" NO CCBB
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
O TERROR ETÉREO DE KIYOSHI KUROSAWA "INDIE 2010"

O “Indie –Mostra de Cinema Mundial” do Cinesesc é o tradicional “esquenta” dos cinéfilos para a maratona da Mostra de Cinema de São Paulo. Neste ano o festival, uqe vai de 16 a 30 de setembro, tem como destaque duas retrospectivas de diretores que não chegam ao circuito comercial, um deles é o tailandês de nome impronunciável, Apichatpong Weerasethakul, vencedor da palma de Ouro de Cannes deste ano,o outro é o japonês Kiyoshi Kurosawa que, é bom avisar, não tem nenhum parentesco com o célebre Akira.
Kurosawa é parte de uma geração chamada por Donald Richie (autor de “A Hundred Yars of Japanese Film”) de “os novos independentes”, jovens cineastas surgidos após o desmonte dos grandes estúdios tradicionais.
Sua obra pode ser encarada como uma lenta desconstrução do terror. Aliás, ele tem uma capacidade de usar o gênero para refletir as doenças da sociedade contemporânea de uma maneira que só encontra paralelo, talvez, em George Romero e seus zumbis.
Kurosawa começa sua carreira com os chamados “Pinku Wagan”, filmes ruins repletos de pornografia e violência mas que foram para ele aprendizado e laborátório. Faz, depois, “Doce Lar”, seu primeiro terror, mas cuja direção é atribuída a outro diretor.
“O Vigia do Subsolo” (1992) história de um vigilante assassino que é também doente mental, é um filme ainda preso aos códigos de gênero mas que toca em pontos delicados que aprofundará mais tarde, como a doença contemporânea por excelência(e mais agda no Japão que em qualquer lugar do mundo), o isolamento.
“Cure”, de 1997, já inicia a crítica mais aguda à sociedade ao retomar a tradição dos mentalistas tão cara ao cinema (Caligari e Mabuse) e mostrar um que entra na cabeça das pessoas e fazer com que elas cometam crimes. Fazer ou apenas permitir, liberar é a questão incômoda que fica (questão essa que o liga diretamente à obra de Fritz Lang).
Daí para diante seu terror evolui fazendo desaparecer a figura do “monstro”,aquela criatura causadora do mal. Esse mal torna-se difuso, indefinível, sem origem como em
“Pulse”( 2001) em que uma espécie de vírus de computador faz com que as pessoas desapareçam e fantasmas surjam confinados em desesperada tentativa de estabelecer comunicação. É de novo o mal do isolamento, mas causado pela ausência de contato físico, pela existência meramente virtual e um diagnóstico severo da vida contemporânea.
Programação completa do Indie 2010 ,com os 23 filmes de 12 países e mais detalhes das retrospectivas em: http://www.indiefestival.com.br/indie2010/sp/
terça-feira, 14 de julho de 2009
TEATRO CÂNDIDA / SENHORA DOS AFOGADOS

A dica não podia vir de fonte melhor;o ator João Bourbonnais, que fez o papel de Antero (pai da protagonista) no filme Falsa Loura visitou este blog e convidou a todos a assistirem as peças Cândida e Senhora dos Afogados, ambas do Núcleo experimental da Cooperativa Paulista de Teatro, companhia da qual faz parte.
Os dois espetáculos têm direção de Zé Henrique de Paula, sendo que Bourbonnais atua em “Cândida”, que conta também com a presença da atriz Bia Siedl (foto). A peça é originalmente um texto de 1895 do jornalista e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, um dos modernizadores do teatro inglês cuja obra mais famosa talvez seja Pigmalião(que deu origem ao musical My Fair Lady,no cinema estrelado por Audrey Hepburn). “Cândida” conta a história da esposa de um pastor anglicano que se envolve com um poeta; no entanto Shaw, com seu texto irônico e ácido e suas personagens femininas marcadamente inteligentes, não entrega o dramalhão que se pode supor de um triângulo amoroso desse tipo.
Já esta “Senhora dos Afogados” (que foi recentemente encenada pelo gigante Antunes Filho), é uma versão musical do texto de Nelson Rodrigues, em que a releitura do cronista carioca para a tragédia grega de Electra (aquela que planeja a morte da mãe por estar apaixonada pelo próprio pai) ganha o acompanhamento de onze canções brasileiras de compositores como Chico Buarque e Djavan.
Os dois espetáculos têm direção de Zé Henrique de Paula, sendo que Bourbonnais atua em “Cândida”, que conta também com a presença da atriz Bia Siedl (foto). A peça é originalmente um texto de 1895 do jornalista e dramaturgo irlandês George Bernard Shaw, um dos modernizadores do teatro inglês cuja obra mais famosa talvez seja Pigmalião(que deu origem ao musical My Fair Lady,no cinema estrelado por Audrey Hepburn). “Cândida” conta a história da esposa de um pastor anglicano que se envolve com um poeta; no entanto Shaw, com seu texto irônico e ácido e suas personagens femininas marcadamente inteligentes, não entrega o dramalhão que se pode supor de um triângulo amoroso desse tipo.
Já esta “Senhora dos Afogados” (que foi recentemente encenada pelo gigante Antunes Filho), é uma versão musical do texto de Nelson Rodrigues, em que a releitura do cronista carioca para a tragédia grega de Electra (aquela que planeja a morte da mãe por estar apaixonada pelo próprio pai) ganha o acompanhamento de onze canções brasileiras de compositores como Chico Buarque e Djavan.
Ambas as peças estão em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso às sextas, sábados e domingos, 21h30, 21h e 19h respectivamente.
O teatro fica na rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, Centro.
Os ingressos custam R$ 20,00 (inteira).
Informações pelo fone (11) 3288-0136
!!!
Quem ler o campo dos comentários poderá se divertir com mais uma mancada minha. Chamei de Anselmo o personagem de João Bourbonnais em Falsa Loura quando na verdade o nome correto era Antero...Mais um erro causado pela falta de atenção, exatamente como chamar de "fracasso" um disco que vendeu 20 milhões de cópias. Isso já está virando um blog de humor...De qualquer maneira, foi melhor do que dizer que Boris Karloff foi o vampiro mais famoso do cinema...Quem disse? A Folha de São Paulo, ora...heheheh
quinta-feira, 30 de abril de 2009
CINEMA É BOA OPÇÃO NA VIRADA CULTURAL
Para quem quiser fugir da grande concentração de pessoas nos eventos musicais, a Virada Cultural tem como alternativa uma boa seleção de curtas e longas metragens exibidos em diversos pontos do centro da cidade.
A programação do Cine Olido traz oito filmes que fizeram sucesso na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com destaque para O Sol de Alexander Sokurov que concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlin em 2005 e o elogiado musical “nouvelle vage” Canções de Amor de Cristophe Honorè.
Se a ideia é não perder muito tempo, uma boa opção é a retrospectiva do Festival do Minuto, com filmes exibidos nos intervalos dos shows no palco da Avenida São João.
Também entre os espetáculos musicais acontece o Festival Internacional de Curtas Metragens, que projetará filmes de até 20 minutos num telão instalado do lado de fora do Theatro Muncipal.
Para os fãs do terror há também uma jornada de 24 horas só com filmes sobre zumbis no Cine Dom José.
Como ocorreu ano passado, o Festival do Minuto premiará com R$ 5 mil o melhor vídeo feito durante o evento. Os trabalhos poderão ser enviados até 11 de maio. O regulamento está disponível em http://www.festivaldominuto.com.br
O Cine Olido fica no interior da Galeria Olido, no Largo do Paissandu; o Theatro Municipal está localizado na praça Ramos.
Cine Dom José : Rua D.José de Barros, 306, centro.
A programação completa da Virada Cultural está disponível em http://viradacultural.org/programacao/
A programação do Cine Olido traz oito filmes que fizeram sucesso na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com destaque para O Sol de Alexander Sokurov que concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Berlin em 2005 e o elogiado musical “nouvelle vage” Canções de Amor de Cristophe Honorè.
Se a ideia é não perder muito tempo, uma boa opção é a retrospectiva do Festival do Minuto, com filmes exibidos nos intervalos dos shows no palco da Avenida São João.
Também entre os espetáculos musicais acontece o Festival Internacional de Curtas Metragens, que projetará filmes de até 20 minutos num telão instalado do lado de fora do Theatro Muncipal.
Para os fãs do terror há também uma jornada de 24 horas só com filmes sobre zumbis no Cine Dom José.
Como ocorreu ano passado, o Festival do Minuto premiará com R$ 5 mil o melhor vídeo feito durante o evento. Os trabalhos poderão ser enviados até 11 de maio. O regulamento está disponível em http://www.festivaldominuto.com.br
O Cine Olido fica no interior da Galeria Olido, no Largo do Paissandu; o Theatro Municipal está localizado na praça Ramos.
Cine Dom José : Rua D.José de Barros, 306, centro.
A programação completa da Virada Cultural está disponível em http://viradacultural.org/programacao/
quarta-feira, 29 de abril de 2009
VIRADA CULTURAL TERÁ 24 HORAS COM FILMES DE ZUMBIS

Mortos-vivos com apetite por cérebros tomam conta da programação do Cine Dom José na Virada Cultural. Serão exibidos gratuitamente 14 filmes durante as 24 horas do evento que ocorre nos dias 2 e 3 de maio.
O espectador terá a oportunidade de conhecer dois antecessores do gênero;Um deles é “O Zumbi” (The Ghoul), filme de 1933 estrelado por Boris Karloff dois anos depois de conquistar a fama com seu papel mais icônico, o monstro de Frankenstein. “Zumbi, no entanto,guarda mais semelhança com outro clássico de Karloff, “A Múmia”(1932), afinal a ressurreição está ligada a um artefato do Egito Antigo. No outro, o inglês “Epidemia de Zumbis”(Plague of the Zombies, 1966), de John Gilling, os mortos voltam à vida através da magia negra e não se alimentam de carne humana.
“Noite dos Mortos-Vivos”(Night of the Living Dead, 1968) de George Romero é o clássico absoluto. Inspirado nos vampiros de andar cambaleante do filme italiano “Mortos que Matam” (The Last Man on Earth) - versão do livro “Eu sou a Lenda”, de Richard Matheson , Romero uniu a lenda caribenha dos mortos-vivos canibais com o apocalipse bíblico (“quando o inferno estiver lotado, os mortos caminharão sobre a terra”) e a idéia de contágio através da mordida (comum nas lendas de lobisomens e vampiros) e criou com isso um gênero. Daí em diante, todo filme em que aparecessem mortos-vivos fariam referência (e reverência!) a ele. Mas o diretor americano fez muito mais do que isso e dotou seu filme de uma mensagem contracultural poderosa, batendo de frente com o racismo e a loucura bélica dos tempos da Guerra do Vietnan. Ainda de Romero, “Despertar dos Mortos” (Dawn of the Dead , 1978) violenta crítica à sociedade de consumo e sua continuação “Dia dos Mortos” (Day of the Dead, 1985) com humanos presos num abrigo subterrâneo.
A seleção passará ainda por pastiches do gênero que flertam com a comédia, como “A Volta dos Mortos Vivos” 2 e 3 (1988 e 1993 respectivamente), e pela Itália, pátria dos zumbis etruscos e inteligentes de “Burial Ground”( Le n otti Del Terrore, 1981) e do ultraviolento “Zombie-A volta dos Mortos Vivos” (Zombie 2, 1979) , do cultuado diretor Lucio Fulci.
Da safra mais recente, o elogiado “Pelo Amor e pela Morte” (DellaMorte,DellAmore, 1994), de Michele Soavi, a refilmagem de “Despertar do Mortos”, “Madrugada dos Mortos” (Dawn of the Dead, 2004), feita por Zack Snyder (de Watchmen) e os zumbis velocistas de “Extermínio” (28 Days Later, 2002) do vencedor do Oscar deste ano Danny Boyle .
Uma das melhores opções da mostra, no entanto, é “Planeta Terror”(Planet Terror, 2007) do diretor de “Sin City”, Robert Rodriguez, parte do malfadado projeto Grindhouse, que, com “À Prova de Morte” (DeathProof- inédito no Brasil) de Quentin Trantino buscava recriar as sessões malditas de filmes de terror nas pequenas salas norte-americanas de trinta anos atrás. Espécie de colagem dos clichês e defeitos dos filmes de terror dos anos 1970, “Planeta Terror” tem cenas extremamente violentas, personagens bizarros (Rose McGowan com uma metralhadora no lugar da perna amputada !) , trailer de filmes inexistentes, falsas falhas durante a projeção e erros de continuidade propositais. O final, então, é antológico, uma junção, numa só cena desavergonhadamente cafona, de todos os happy ends possíveis nos filmes do gênero.
Mas, imperdível mesmo é “A Última Mulher do Mundo”, projeto da Orquestra Visual Chawarma que , em aproximadamente 20 minutos fará uma espécie de “remix” de “A Noite dos Mortos Vivos”. Com dois músicos e dois editores de vídeo, a Chawarma recriará o clássico de Romero fazendo uma nova edição ao sabor da improvisação musical.
O Cine Dom José fica na Rua Dom José de Barros n 306, Centro, próximo à Av RioBranco e o Viaduto Santa Efigênia
Programação completa da Virada Cultural disponível em :
http://viradacultural.org/programacao/
PROGRAMAÇÃO
DIA 02
18h00 – Zombie, A Volta dos Mortos Vivos (Zombie 2, Lucio Fulci)
20h00 - O Zumbi (The Ghoul, T. Hayes Hunter)
22h00 – Pelo Amor e pela Morte (DellaMorteDellAmore, Michele Soavi)
DIA 03
00h00 – Planeta Terror (Planet Terror, Robert Rodriguez)
02h00 – A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, George Romero)
03h40 – A Última Mulher do Mundo – (George Romero ) com Orquestra Visual Chawarma
04h00 – Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, George Romero)
06h00 – Amanhecer dos Mortos (Day of the Dead, George Romero)
08h00 – A Volta dos Mortos Vivos – parte 2 (Returne of the Living Dead 2, Wiederhorne)
10h00 – Burial Ground (Le n otti Del Terrore, Andrea Bianchi)
12h00 – Epidemia dos Zumbis (Plague of the Zombies, John Gilling)
14h00 - A Volta dos Mortos Vivos 3 (Returne of the Living Dead 3, Brian Yuzna)
16h00 – Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, Zack Snyder)
18h00 - Extermínio (28 Days Later, Danny Boyle)
O espectador terá a oportunidade de conhecer dois antecessores do gênero;Um deles é “O Zumbi” (The Ghoul), filme de 1933 estrelado por Boris Karloff dois anos depois de conquistar a fama com seu papel mais icônico, o monstro de Frankenstein. “Zumbi, no entanto,guarda mais semelhança com outro clássico de Karloff, “A Múmia”(1932), afinal a ressurreição está ligada a um artefato do Egito Antigo. No outro, o inglês “Epidemia de Zumbis”(Plague of the Zombies, 1966), de John Gilling, os mortos voltam à vida através da magia negra e não se alimentam de carne humana.
“Noite dos Mortos-Vivos”(Night of the Living Dead, 1968) de George Romero é o clássico absoluto. Inspirado nos vampiros de andar cambaleante do filme italiano “Mortos que Matam” (The Last Man on Earth) - versão do livro “Eu sou a Lenda”, de Richard Matheson , Romero uniu a lenda caribenha dos mortos-vivos canibais com o apocalipse bíblico (“quando o inferno estiver lotado, os mortos caminharão sobre a terra”) e a idéia de contágio através da mordida (comum nas lendas de lobisomens e vampiros) e criou com isso um gênero. Daí em diante, todo filme em que aparecessem mortos-vivos fariam referência (e reverência!) a ele. Mas o diretor americano fez muito mais do que isso e dotou seu filme de uma mensagem contracultural poderosa, batendo de frente com o racismo e a loucura bélica dos tempos da Guerra do Vietnan. Ainda de Romero, “Despertar dos Mortos” (Dawn of the Dead , 1978) violenta crítica à sociedade de consumo e sua continuação “Dia dos Mortos” (Day of the Dead, 1985) com humanos presos num abrigo subterrâneo.
A seleção passará ainda por pastiches do gênero que flertam com a comédia, como “A Volta dos Mortos Vivos” 2 e 3 (1988 e 1993 respectivamente), e pela Itália, pátria dos zumbis etruscos e inteligentes de “Burial Ground”( Le n otti Del Terrore, 1981) e do ultraviolento “Zombie-A volta dos Mortos Vivos” (Zombie 2, 1979) , do cultuado diretor Lucio Fulci.
Da safra mais recente, o elogiado “Pelo Amor e pela Morte” (DellaMorte,DellAmore, 1994), de Michele Soavi, a refilmagem de “Despertar do Mortos”, “Madrugada dos Mortos” (Dawn of the Dead, 2004), feita por Zack Snyder (de Watchmen) e os zumbis velocistas de “Extermínio” (28 Days Later, 2002) do vencedor do Oscar deste ano Danny Boyle .
Uma das melhores opções da mostra, no entanto, é “Planeta Terror”(Planet Terror, 2007) do diretor de “Sin City”, Robert Rodriguez, parte do malfadado projeto Grindhouse, que, com “À Prova de Morte” (DeathProof- inédito no Brasil) de Quentin Trantino buscava recriar as sessões malditas de filmes de terror nas pequenas salas norte-americanas de trinta anos atrás. Espécie de colagem dos clichês e defeitos dos filmes de terror dos anos 1970, “Planeta Terror” tem cenas extremamente violentas, personagens bizarros (Rose McGowan com uma metralhadora no lugar da perna amputada !) , trailer de filmes inexistentes, falsas falhas durante a projeção e erros de continuidade propositais. O final, então, é antológico, uma junção, numa só cena desavergonhadamente cafona, de todos os happy ends possíveis nos filmes do gênero.
Mas, imperdível mesmo é “A Última Mulher do Mundo”, projeto da Orquestra Visual Chawarma que , em aproximadamente 20 minutos fará uma espécie de “remix” de “A Noite dos Mortos Vivos”. Com dois músicos e dois editores de vídeo, a Chawarma recriará o clássico de Romero fazendo uma nova edição ao sabor da improvisação musical.
O Cine Dom José fica na Rua Dom José de Barros n 306, Centro, próximo à Av RioBranco e o Viaduto Santa Efigênia
Programação completa da Virada Cultural disponível em :
http://viradacultural.org/programacao/
PROGRAMAÇÃO
DIA 02
18h00 – Zombie, A Volta dos Mortos Vivos (Zombie 2, Lucio Fulci)
20h00 - O Zumbi (The Ghoul, T. Hayes Hunter)
22h00 – Pelo Amor e pela Morte (DellaMorteDellAmore, Michele Soavi)
DIA 03
00h00 – Planeta Terror (Planet Terror, Robert Rodriguez)
02h00 – A Noite dos Mortos Vivos (Night of the Living Dead, George Romero)
03h40 – A Última Mulher do Mundo – (George Romero ) com Orquestra Visual Chawarma
04h00 – Despertar dos Mortos (Dawn of the Dead, George Romero)
06h00 – Amanhecer dos Mortos (Day of the Dead, George Romero)
08h00 – A Volta dos Mortos Vivos – parte 2 (Returne of the Living Dead 2, Wiederhorne)
10h00 – Burial Ground (Le n otti Del Terrore, Andrea Bianchi)
12h00 – Epidemia dos Zumbis (Plague of the Zombies, John Gilling)
14h00 - A Volta dos Mortos Vivos 3 (Returne of the Living Dead 3, Brian Yuzna)
16h00 – Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, Zack Snyder)
18h00 - Extermínio (28 Days Later, Danny Boyle)
terça-feira, 14 de abril de 2009
PAPO DE BALCÃO !

- Grande Abraço ao jornalista Clayton Melo, colega do curso do Inácio Araújo e editor do excelente site Ponto de Fuga http://www.pontodefuga.jor.br/ . Respondendo :É verdade, Piada Mortal foi relançada, mas é uma versão com cores "by photoshop"feita pelo desenhista, o inglês Brian Bolland, seguindo o que, segundo ele era a idéia original com o uso de cores mais frias. Na prática muito daquilo que a gente aprendeu a adorar (o roxo berrante do Coringa, por exemplo) desapareceu. E, creio, a versão que você comprou foi a primeira a sair no Brasil, em 1989, mesmo ano do Cavaleiro das Trevas encadernado, salvo engano.
A Piada Mortal, pra quem não sabe, celebrizou aquela que é a imagem mais famosa do Coringa, esta que eu reproduzo acima.
- "O cinema do papai está morto. Viva o Novo Cinema Alemão" é o nome do curso que será ministrado pelos críticos Francis Vogner dos Reis (Revista Cinética) e Sérgio Alpendre (Guia de livros e filmes da Folha) entre os dias 13/05 e 29/07. Por "novo cinema alemão" deve-se entender a geração de Werner Herzog, Rainer Fassbinder e Win Wenders que fez renascer acinematografia naquele país após um período de esterelidade pós-hitlerista.
Informações em : http://novocinemalemao.blogspot.com/
- Em Santo André, aproveitando o suesso de Gran Torino, o Cineclube Alpharrabio presta homenagem a Clint Eastwood em duas sessões gratuitas (dias 22 e 29) em que serão exibidos
"Josey Wales, o Fora da Lei" (1976) e "As Pontes de Madson" (1995) respectivamente.
"Josey Wales, o Fora da Lei" (1976) e "As Pontes de Madson" (1995) respectivamente.
Informações em : http://cineclubeemsantoandre.blogspot.com/
sexta-feira, 13 de março de 2009
AGENDA CULTURAL- Eventos gratuitos no Grande ABC
- Amanhã começa a mostra Pedro Almodóvar-o Homem que amava as mulheres no teatro Abílio Pereira de Almeida, em São Bernardo do Campo com o filme Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos, de 1988. Serão exibidos até o dia 4 de abril (sempre às 20h dos sábados) Tudo sobre Minha Mãe (1999), Fale com Ela (2002) e Volver (2006) . É bom dizer que, ao contrário do que sugere o nome da mostra, Almodóvar não morreu.
No mesmo local, também as mostras Documentário recente no cinema nacional(domingos, 20h) e Clássicos Disney(domingos 16h).
O teatro fica na Praça Cônego Lázaro Equini, 240 Baeta Neves; tel.: 4125-0582A Casa da Palavra (Pça do Carmo, S/N- Santo André) dá início à sua programação com o ciclo de Palestras"Racionalidade e Melancolia, o Pensamento Humano de Ulisses a Frankenstein" com o professor Leandro Gaffo todo sábado, até o dia 28, sempre das 15 às 18 h. O tema de amanhã é Ulisses e o Canto das Sereias: Desejo, Sacrifício e Auto-Interesse no confronto com a Natureza.
Ainda este mês as palestras A mulher ideal e a mulher real no Brasil do Século XVII com a professora Clarisse Assalim, dia 17 das 19 às 21h e no dia seguinte no mesmo horário, A estética barroca e marcas do feminino,com o Professor Juarez Donizete.
Informações pelo fone :4992-7218
- O Cineclube Alpharrabio segue exibindo filmes do alemão Fritz Lang. Dia 18 às 14h30 é a vez de O Tigre de Bengala(1959)e dia 25, no mesmo horário, passa Sepulcro Indiano (1959).
O Cineclube, que fica no Espaço Cultural Alpharrabio (R.Eduardo Monteiro 151, Santo André) exibe filmes em DVD com retroprojetor. Após a sessão, um bate-papo entre os presentes.
Inf. em www.alpharrabio.com.br ou http://cineclubeemsantoandre.blogspot.com
Vale lembrar do texto escrito em 16 de janeiro pelo crítico Francis Vogner dos Reis exclusivamente para este blog, em que ele analisa a obra de Lang.
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
BOSSA NA OCA- UMA NOVA (VELHA) FORMA DE SENTIR O TEMPO E OUVIR MÚSICA
Em tempos de excesso de informação e imagens e escassez de tempo, quando se busca fazer tudo ao mesmo tempo (ver tv, falar ao celular, navegar na internet- o iphone chega ainda este ano !) visitar a exposição Bossa na Oca parece ser um ato da mais absoluta transgressão. Viver o “menos é mais” do som criado por João Gilberto no final dos anos cinquenta e que foi emblema das modernizações dos tempos JK é ir na contramão da vida contemporânea;é preciso, sobretudo, “perder tempo” percorrendo os três andares da exposição, gastá-lo deitado em confortáveis estofados espalhados pelo chão vendo documentários, ou recostado num sofá ouvindo Tom Jobim e assistindo imagens que são projetadas no teto e nos mostram praias desertas, ondas que se chocam com as rochas, e mar, muito mar.
É preciso esquecer de tudo para melhor “sentir”a música, seja tocando a areia da praia, seja contemplando o calçadão de Ipanema (reconstruído especialmente para a exposição).
Contra as neuroses dos zapping e da conhecida sensação de que “o tempo passa cada vez mais rápido”, um convite à lentidão, contra o excesso de informações, o silêncio absoluto da câmara anecóica (sem eco).
A exposição fica até o dia 07 de setembro na Oca, Parque do Ibirapuera. O horário de funcionamento é das 10 às 21h e o ingresso inteiro custa R$ 20,00, e às terças é grátis. Informações pelo telefone: 4003-2050
É preciso esquecer de tudo para melhor “sentir”a música, seja tocando a areia da praia, seja contemplando o calçadão de Ipanema (reconstruído especialmente para a exposição).
Contra as neuroses dos zapping e da conhecida sensação de que “o tempo passa cada vez mais rápido”, um convite à lentidão, contra o excesso de informações, o silêncio absoluto da câmara anecóica (sem eco).
A exposição fica até o dia 07 de setembro na Oca, Parque do Ibirapuera. O horário de funcionamento é das 10 às 21h e o ingresso inteiro custa R$ 20,00, e às terças é grátis. Informações pelo telefone: 4003-2050
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