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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ALI


"Dane-se  América e o que a America pensa. Eu moro na América,mas a África é a casa do homem negro. Eu era escravo quatrocentos anos atrás e estou voltando para lutar com  meus irmãos"

"Você olha para a miss america ou para o mister america e vê branco. Olha para a miss mundo e vê branco.Olha parao Tarzan,que é o rei das selvas e vê branco".

"Por que me pedem que eu vista uma farda e vá a um local a 15 mil Km de distância atirar bombas e balas no povo pardo o Vietnã enquanto os chamados negros do de Loiusville são tratados como cães e lhes negam os direitos humanos? Não,não vou a um local a 15 mil Km de distãncia para ajudar a matar e queimar outra pobr nação só para continuar o domínio dos senhores brancos de escravos sobre as pessoas mais escuras do mundo. Chegou o dia em que tais maldades tem de acabar"

"As pessoas dizem que eu sou arrogante, algumas dizem que preciso de uma boa surra.Mas eu vou chegar onde tiver de chegar."

quarta-feira, 28 de julho de 2010

VIOLÊNCIA, FUTEBOL,DEMOCRACIA E A MÍDIA

Na edição deste domingo do “Juca Entrevista”, programa da ESPN comandado pelo jornalista Juca Kfouri, primeiro feito após a Copa, o entrevistado Antônio Carlos Mariz de Oliveira, advogado criminalista e ex-secretário de segurança de justiça do estado de São Paulo, falou sobre a relação da imprensa com casos como o do goleiro Bruno.

Está se transformando a tragédia humana num espetáculo. Há uma teatralização que aproxima o caso de uma novela”, disse Mariz.
A culpa não é só da imprensa,completou, mas também das autoridades (delegados ou mesmo o ministério público) que, seduzidos pelo poder da imagem, pelos holofotes que podem atrair para si, acabam metendo os pés pelas mãos, falando mais do que deveriam. É,de certa forma, o que eu chamei aqui , algumas postagens atrás, de Peeping Tom, em referência ao filme de Mike Powell.

O programa na verdade foi sobre a necessidade de a CBF ter eleições diretas para presidente a fim de impedir mandatos quase vitalícios como o de Ricardo Teixeira, idéia que o advogado exprimiu num artigo para o jornal Estado de São Paulo semana passada. Em dado momento falou-se que a democracia não chegou ao futebol, que é tudo como algo privado, onde nem os governos ousam se meter. Juca destacou que isso é algo absurdo, afinal o hino que toca antes das partidas da Seleção Brasileira não é um hino da CBF, mas sim do Brasil. Nem Mariz nem Juca não tocaram nesse ponto, mas temos uma herança monárquica (tivemos sob o poder dos reis portugueses e depois de uma monarquia própria) que torna a democracia algo estranho a nós. No documentário O Abraço Corporativo (de que já tratei aqui), o jornalista Hérodoto Barbeiro (CBN, TV Cultura) diz que “nós temos 500 anos de história, dos quais 50 de democracia em duas parcelas de 25”. Ou seja, ainda precisamos aprender a viver com ela.
Pois é.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

ESPORTE CONTRA A VIOLÊNCIA


Vale Tudo,ou MMA (Artes Marciais Mistas) como chamam hoje, é sinônimo de violência?
A despeito do sangue que normalmente corre sobre o ringue, este esporte é uma arma na luta contra o crime e, por que não, a violência, como mostra o documentário Dias de Luta. Dirigido por Eduardo Brand, o filme acompanha a rotina do mestre Casquinha em sua academia num morro da zona norte do Rio, onde trava uma luta particular para tirar jovens do convívio com as drogas e o crime oferecendo a eles, como alternativa de vida, a dedicação ao esporte.

Combate desleal, é evidente, mas nem por isso Casquinha desistiu, nem mesmo quando a verba prometida a ele pela prefeitura do Rio foi deslocada para o PAN(aquele que custou 10 vezes mais do que o orçamento inicial e no qual não iria entrar verba pública).


Você não tem dois caminhos no morro, você tem um só, que é o tráfico. Você quer um tênis legal, o traficante tem, você quer comer uma pizza, o traficante manda comprar, você quer mulher bonita, o traficante tem. Só um milagre pra trazer um moleque pra cá”, diz Casquinha, que ainda assim conta com alguns alunos dedicados que desistiram da vida bandida para buscarem vitórias no ringue.


É interessante o que disse o presidente da Fundação Palmares, Zulu Araújo em entrevista a Lázaro Ramos no programa Espelho no Canal Brasil (a transcrição é de memória): “a sociedade diz que você precisa de uma TV enorme, de um tênis bacana , de uma série de coisas. Você acha que um jovem pobre e sem perspectivas irá reagir pacificamente?”. É o mesmo que disse Casquinha. Há o apelo ao consumo ( e a necessidade histérica de ser feliz, via consumo, a maior fé da sociedade ocidental) e há jovens sem perspectiva nenhuma de ascensão social. O milagre de que casquinha falou seria bem possível se a prefeitura do Rio, governos do estado e Federal e o raio que os parta tivessem direcionado parte dos 4 milhões do PAN a projetos sociais, como a academia de Vale Tudo. Por que se o esporte ou a arte se mostram alternativas viáveis de ascensão social não haverá tantos assim sendo aliciados pelo crime que, como diz o rapper Mano Brown, oferece a possibilidade de você escolher entre “viver pouco como um rei ou muito como um Zé”. Tanto é que, como aponta Zulu, a única oposição real ao tráfico é a igreja evangélica. O sujeito entra lá, se veste daquela maneira, carrega a bíblia debaixo do braço e anuncia a todos que está fora desse mundo do tráfico.
E aí nós voltamos de novo a duas postagens atrás neste blog.


Dias de Luta pode ser visto no Canal Brasil, basta ficar atento à programação.
O Trailer, você encontra aqui:
http://vimeo.com/3777465